Este espaço é da B., é feito por ela, sobre ela, para ela... se você gostar pode ser para você também. Mas no que está ela está pensando (e como pensa!), sem o desejo de que alguém "curta" (sem comentários inconvenientes), O que ela quer dizer, sem esperar que alguém compartilhe e o que a interessa, sem a mínima intenção de querer agradar, alfinetar ou fingir ser o que não é. É o que sente e são apenas palavras... Falo de mim para mim, se quiser ler está aqui. Falo e escrevo do jeito que eu penso aqui, pois não escrevo para artigo cientifico. Portanto, muita reticências, excesso de virgulas, parentêses você vê por aqui e esse é meu jeito de escrever.
Bela B é uma personagem do livro de Roberto Drummond, li com 13 anos. Fiquei encantada com o nome por causa da letra inicial do meu nome... dã né?

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Crucified Barbara

Não estou aqui para fazer resenha de cd nem pra falar nada que você não encontre em outros sites sobre esta banda. Mas que fique registrado, uma das melhores descobertas musicais de 2012 para mim, depois de Flogging Molly é claro! Crucified Barbara é uma banda sueca formada em 1998, que começou como banda punk mas logo assumiu o estilo Hard Rock. Formada por quatro lindas girls:


Mia Coldheart - vocais, guitarra
Klara Force - guitarra
Ida Evileye – baixo
Nicki Wicked - bateria

O nome da banda veio quando duas delas estavam no 'Roskilde Festival' na Dinamarca há alguns anos atrás. Viram uma boneca inflável e Barbara era o nome da boneca inflável na Suécia. Elas acharam um nome legal para uma música, mas acabou mesmo se tornando o nome da banda.Sabe aquela banda que faz você pensar, como eu nunca ouvi isso antes? O que me leva a crer que existe muita coisa interessante esperando para ser descoberta, e se voce souber de algo bom (mas bom mesmo!) não seja egoísta, viu? Adoro conhecer banda nova. A discografia de Crucified Barbara é essa aqui... sim só 3! Eu também queria mais. Elas são muito lindas e tocam muito.

In Distortion We Trust, 2005

 Til Death Do Us Party, 2009
    The Midnight Chase de 2012
                                           

Rock Me Like The Devil

Livro O Cheiro de Deus

O livro O Cheiro de Deus, de Roberto Drummond, foi a leitura que mais me marcou e eleito o melhor livro que já li na minha vida. Não é só porque o autor é obcecado pelo sobrenome lindo que por acaso também é o meu, mas por que ele é um dos mais lidos, estudados, e comentados autores brasileiros. Além de motivo de inúmeras teses de mestrado e doutorado, enfim um mestre do que se pode dizer "realismo sobrenatural" como ele mesmo dizia .


"Aprendi com Thomas Mann e Ivan Turguenevi que, se você tem uma família, não precisa inventar outra, brinca Drummond. Segundo ele, seu Drummond é mais puro" que o do poeta Carlos Drummond de Andrade, um parente distante, porque há mais casos de casamentos co-sanguíneos em sua família. Coloquei todo o folclore, as lendas e as idéias fixas da família no livro, diz Drummond. "


Muita gente diviniza autores como George R. R. Martin e J.R.R. Tolkien autores de  romances fantasiosos, épicos e grandiosos que acabaram virando filmes e série, (com razão e eu também) mas não procuram saber o que temos aqui na nossa literatura. Não estou comparando pois os estilos são diferentes. Hoje em dia, o que leva um livro/autor a ficar muito conhecido é quando fazem uma série, minissérie ou filme da obra. O que não deixa Roberto Drummond muito atrás pois também teve seu romance Hilda Furacão adaptado para uma minissérie da TV. Mattin e Tolkien realmente são "gódises" (god como diria Smeágol, lol) mas acho que devemos dar valor à nossa literatura brasileira. O Cheiro de Deus, livro que levou 11 anos para ser finalizado e 23 versões escritas à mão, é uma trama que gira em torno dos Drummond, uma estranha família do interior de Minas em que os casamentos incestuosos são freqüentes e todos os homens têm nome de uísque, mostrando a fixação dos seus parentes com a linhagem escocesa. Batizados como Old Parr, Red Label, White Horse, Johnnie Walker (meu personagem favorito) Dimple e Buchanan’s e também o “tio” Black Label, casado com Dolores, uma das filhas de Old Parr.


A realidade e fantasia se misturam. Uma paixão inconfessável entre dois inimigos, disputa entre partidos políticos. Personagens fabulares como Catula, a neta linda de Vó Inácia Micaela e do Vô Old Parr, que muda a cor da pele quando chega uma frente fria. Ás vezes ela é branca, outras negra; (de vez em quando eu falo uma frase que a Catula diz em uma passagem: "hoje acordei com uma vontade de dar uma morrida", até o Dodô de vez em quando também fala isso, rs); Júlia Preta e seu canto agourento que prenuncia morte; a mula sem cabeça que enxerga,o lobisomem que é um dos sete filhos do casal, mas que só é revelado no final; o médium que psicografa Dostoievsky e as cinco irmãs que são um pouco anjos, um pouco demônios também. "Entre os Drummond, que dificilmente escapam da febre do incesto, a alegria do sexo pode triunfar sobre as tristezas do mundo — mas a vocação para o sofrer revela uma espécie de prazer."

Resenha Editora Objetiva:
"O autor reinventa sua família para contar a história de uma dinastia inquieta e poderosa que tem como matriarca Inácia Micaela, que aprendeu a fazer amor com o tio e com ele se casou, alimentando a mistura e os arrepios da família. A narrativa de Roberto Drummond conduz o leitor para a saga de uma mulher que busca descobrir o cheiro de Deus. Apurando o olfato para sentir o cheiro de Deus, ela descobriu que a felicidade também cheirava, que também o dia tinha um cheiro próprio, assim como o sábado à noite em Belo Horizonte cheirava a suor dos amantes. Seria este o cheiro de Deus?"

Eu gostei e recomendo!



Roberto Drummond

O dia em que me tornei Corinthians!

Pouco tempo atrás quando eu tinha uns 6 ou 7 anos lá em Governador Valadares, cidade do Leste de Minas Gerais, o mês de dezembro era a época mais esperada do ano! Férias dos primos mais velhos, tinha criança que vinha passar as férias com nossos vizinhos, natal, enfim uma festa! Era também o mês que meu tio Jesus viria de São Paulo visitar o vô. E é claro, ele trazia meus primos o Maicon e a Emilay. A Emy era bebê e o Maicon o único menino entre muita, muita neta menina e ele ficava sem companhia para brincar. A varanda da casa do vô era enorme e e tinha duas entradas que eram dois gols perfeitos, ou seja, traves de gol. Ás vezes até riscávamos com giz, igualzinho um campo de futebol! Esse meu primo era São Paulino, e é  até hoje, então ele escolhia os times para a gente jogar com ele. Claro, times de São Paulo, daí tinha Corinthians, Palmeiras, Santos... Eu preciso dizer qual time eu escolhi naquele ano e nos próximos? "Eu vou ser/ eu sou Corinthians!

Uma vez eu contei isso à ele que não lembrou com tanta vivacidade de detalhes, mas eu nunca esqueço que graças a ele eu sou Corinthians até hoje e pra sempre. Ainda bem que ele era São Paulino. Eu sempre me pergunto porque não Palmeiras, porque não Santos? Eu desisti de entender quando descobri que amor a gente não entende e não explica, simplesmente acontece.

E eu amo demais! Obrigada primo!

Eu sempre assisti ao jogos, sofria sozinha, corintiana mineira. A única não cruzeirense ou atleticana da família. Mas se é pra ser torcedor do time da sua terra, estado, cidade, eu teria que torcer para o Esporte Clube Democrata de Governador Valadares, e olhe, pra dizer a verdade até que eu sei até o hino da pantera. Mas e as cidades que não tem time? Ihh...Então é melhor que não existam regras para torcer para times do lugar que você nasceu né? Já pensou...  Qual seria seu time se fosse assim?

Enfim, chorei de tristeza quando caiu para segundona, mas também chorei de alegria quando meus grandes desejos e sonho de todo torcedor  do Timão finalmente se realizaram. A tão sonhada conquista da Libertadores e agora é bicampeão do mundo. Para calar a boca de torcedores que viviam cobrando títulos, ao invés de gastar energia com seu próprio time como faz a grande e linda torcida mais fiel do Brasil. E o estádio lindão vem aí. Mal posso esperar!

Eu sou aquela torcedora, do meu jeito, que ama, que chora, que vibra, ah e que se foda as superstições  grito mesmo "olha o gol"  "é agora" quando o meu Timão corre em direção ao gol, porque é o meu coração gritando! Eu lá tenho tempo de pensar quando meu coração grita? Ainda não aprendi a controlar isso!

Há dois anos moro aqui, não tive o hábito de ir ao estádio, apesar de já ter ido. E como meu heart vibra quando eu vejo aquele bando de loucos cantando! Aquela coisa é de arrepiar! E ainda bem que o meu amor e a família dele também é coringão!


Agora uma das coisas que mais amo na vida está gravado em mim, literalmente, pra sempre.



 Amo demais!
Não tente entender, pois só quem é sabe.